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Trump promete à Coreia do Norte “fogo e fúria” se continuar com ameaças

Trump emitiu a advertência durante uma sessão sobre dependência de opiáceos que decorreu no seu campo de golfe em Bedminster, Nova Jérsia, onde se encontra de férias.

O ministério da Defesa japonês e a imprensa norte-americana divulgaram hoje que a Coreia do Norte foi bem-sucedida na produção de ogivas nucleares miniaturizadas que cabem dentro dos seus mísseis, o que constitui um marco nos esforços de Pyongyang para se tornar uma potência nuclear de pleno direito.

As preocupações de Washington com as tentativas do líder norte-coreano, Kim Jong-Un, para alcançar o poder nuclear intensificaram-se no último mês, com a realização por Pyongyang de dois testes de mísseis balísticos intercontinentais, ou seja, com capacidade para atingir território norte-americano.

O regime norte-coreano assegurou na segunda-feira que o endurecimento das sanções das Nações Unidas não o impedirá de continuar a desenvolver o seu arsenal nuclear, ameaçando os Estados Unidos de que os “fará pagar mil vezes o preço do seu crime”.

Sob iniciativa de Washington, o Conselho de Segurança da ONU impôs à Coreia do Norte sanções que poderão custar-lhe mil milhões de dólares de receitas anuais, restringindo transações económicas fundamentais com a China, o seu principal aliado e parceiro económico.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, excluiu um regresso rápido ao diálogo com Pyongyang, considerando que o novo pacote de sanções demonstra que a comunidade internacional perdeu a paciência com as ambições nucleares de Kim Jong-Un.

EUA proíbe viagens de norte-americanos à Coreia do Norte

“Devido às crescentes preocupações sobre o sério risco de prisão e de detenção prolongada (…) na Coreia do Norte, o secretário (de Estado) autorizou uma restrição de viagem aos titulares de um passaporte norte-americano para a Coreia Norte” disse a porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Heather Nauert.

Esta proibição deve entrar em vigor dentro de um mês e só os cidadãos americanos que tenham uma autorização especial poderão viajar para o território norte-coreano, precisou o Departamento de Estado.

Otto Warmbier, um estudante norte-americano de 22 anos que esteve detido quase um ano e meio na Coreia do Norte, morreu em meados de junho último, dias após ter sido libertado pelas autoridades norte-coreanas.

O estudante de Economia da Universidade da Virgínia admitiu ter roubado um cartaz de cariz político num hotel em Pyongyang, onde estava hospedado, e foi acusado de “atividades hostis” e conspiração contra a unidade da Coreia do Norte.

Em março do ano passado, as autoridades norte-coreanas condenaram o estudante a 15 anos de trabalhos forçados.

Otto Warmbier estava em coma há mais de um ano, depois de ter contraído botulismo.

A morte do estudante norte-americano acentuou as fortes tensões existentes entre Washington e Pyongyang, em grande parte relacionadas com o programa de armamento nuclear do regime liderado por Kim Jong-un.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, caracterizou Pyongyang como um “regime brutal”, declarando estar determinado “em impedir que inocentes sofram tais tragédias” numa altura em que três americanos continuam detidos na Coreia do Norte.

LUSA

Rebeldes devem adoptar cessar-fogo na Síria

Os grupos rebeldes que combatem contra o regime de Bashar al-Assad estão dispostos a cumprir o cessar-fogo anunciado recentemente pelos Estados Unidos e pela Rússia, e que deve entrar em vigor a partir do pôr-do-sol na Síria.

Em declarações à agência Reuters, uma fonte ligada aos grupos da oposição diz que os grupos estão próximos de emitir um comunicado conjunto a dar o acordo ao cessar-fogo, mas que este não estará isento de críticas.

“Nas próximas horas haverá uma declaração em que o afirmamos, mas haverá também muitas reservas e observações sobre o pacote completo. Mas no final de contas, concordamos”.

A complexidade da guerra civil na Síria torna qualquer negociação de paz ou de cessar-fogo extremamente complexa. Neste conflito não existem apenas forças leias ao regime e rebeldes. Há grupos rebeldes que combatem entre si, como é o caso do Estado Islâmico e quase todas as outras milícias; há grupos que são contra o regime, mas por via das circunstâncias acabam por combater mais os grupos extremistas islâmicos, como é o caso das milícias curdas, apoiadas por grupos armados cristãos e há grupos, como por exemplo os apoiados pela Turquia, que entraram na Síria para combater o regime mas deram por si a combater as forças curdas, por imposição de Ancara.

Moscovo tem apoiado inequivocamente o regime e os EUA têm dado algum apoio a grupos rebeldes, procurando, nem sempre com sucesso, que esse apoio não acabe por fortalecer os grupos extremistas islâmicos. Contudo, os dois países conseguiram alcançar um acordo para cessar-fogo que poderá trazer um período de tréguas para o país que há mais de cinco anos é devastado pela guerra.

A horas da entrada em vigor do cessar-fogo, porém, a Rússia afirmou que continuará a bombardear posições do Estado Islâmico mas também da Frente al-Nusra, entretanto rebaptizada Jabhat Fateh al-Sham, depois de se ter desfiliado oficialmente da Al-Qaeda. Esta posição de Moscovo revela a complicação de um cessar-fogo, uma vez que a al-Nusra faz parte de uma coligação de vários outros grupos rebeldes, incluindo alguns mais seculares, nomeadamente na cidade de Alepo.

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