Com Alma – Creative Studio: A dar voz às histórias do interior de Portugal

A Com Alma – Creative Studio, empresa situada em Proença-a-Nova, Castelo Branco, nasceu há seis anos com o intuito de apoiar os empreendedores do interior de Portugal, dando voz às suas histórias e forma às suas tradições. Susana Lopes, CEO da mesma, partilhou com a Revista Pontos de Vista, a evolução que o branding e a comunicação têm tido ao longo da sua experiência e, de que forma, estas poderosas ferramentas são importantes em contexto de pandemia. Saiba tudo.

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Com raízes no interior de Portugal, Susana Lopes soube, desde sempre, as necessidades que precisavam de ser colmatadas nesta região. A Com Alma – Creative Studio surgiu então com o foco de contar as histórias de cada um dos seus projetos de forma personalizada e por muitos considerada genial, mas já lá vamos. Apesar de ser uma região com um grande potencial, a nossa entrevistada afirma que falta “sobretudo uma promoção daquilo que é a riqueza do território e daquilo que o mesmo pode providenciar. Quando falamos do interior, a nossa mente remete logo para os produtos endógenos, tais como o azeite, os queijos ou os enchidos. Neste caso, além de se promover a marca, há a necessidade de divulgar também a sua origem como que um selo de qualidade do produto”. Motivo este que levou a CEO da Com Alma a tirar, recentemente, uma Pós-Graduação em Branding Territorial. Com um portefólio preenchido de grandes e bons projetos e uma mala carregada de conhecimento, a empresa destaca-se de forma minuciosa das restantes num mercado que é (cada vez mais) competitivo e exigente. “O nosso trabalho não é standart, pelo contrário, é muito personalizado – nós estudamos muito aquilo que é o cliente. Antes de começamos um projeto vamos ao local conhecer todo o processo que move a marca, analisando o espaço, as metodologias e as pessoas. Acima de tudo, nós acreditamos que as marcas são a representação daquilo que são os sonhos das pessoas que estão por detrás. As marcas são pessoas e não nos podemos esquecer disso”, garante Susana Lopes. É de pessoas e para pessoas que, assim, a Com Alma tem progredido, também ela, na sua história e evolução ao longo de seis anos. Moldou-se ao mercado e ao que o próprio exigia, tendo complementado os seus serviços, tornando-os mais sólidos e abrangentes. “Percebemos que existia uma necessidade no mercado de acompanhamento e de consultoria para criar estratégias na parte da comunicação. E esta é uma vertente que estamos a desenvolver há um ano fruto também da Pós-Graduação que realizei”, afirma a nossa entrevistada. É exatamente por todos estes motivos que a Com Alma é hoje (re)conhecida como um estúdio criativo genial – que abraça e vive intensamente todos os projetos que por lá passam.

Do ponto de vista das marcas – qual é a importância de uma identidade coerente?

Se há algo que na Com Alma é fácil de compreender é que pouco vale se a identidade de uma marca for incoerente na mensagem que pretende transmitir, tal como Susana Lopes clarifica: “É muito importante que, durante a análise a uma empresa, consigamos entender que lacunas existem e onde é que há falta de comunicação. Primeiro criamos esta estratégia e só depois o suporte da mesma. Por exemplo, temos uma marca em que a sua comunicação remonta às origens e ao tradicional – uma vez que é uma empresa de várias gerações. Logo, se estamos a comunicar anos de história, temos de ir buscar um papel para os catálogos que nos remeta e identifique essa tradição que a marca quer comunicar. Este tipo de pormenor é extremamente importante”. A comunicação, esta poderosa ferramenta, requer cuidado, atenção e dedicação porque traduz uma mensagem, às vezes invisível, mas que tanto ou mais se lê como se de um poema se tratasse. Mas será que a população em geral já está consciencializada para a relevância dos resultados que provêm de tudo aquilo que comunica? A CEO da Com Alma reconhece que, ao longo dos seus 20 anos de experiência, a evolução é notória nesta região, se há algo que veio impulsionar a comunicação – particularmente no meio digital – foi a pandemia que atualmente atravessamos. “As empresas perceberam que com o digital conseguem estar em qualquer ponto do mundo e com isso conseguem fazer chegar os seus produtos além-fronteiras. Muitos clientes afirmavam que não queriam vender no online e hoje tudo isso mudou. É importante manterem a sua presença nas várias opções para promoverem os seus serviços e produtos”, reconhece Susana Lopes. Apesar deste inquestionável método para obter resultados em tempos complexos como o que vivemos, a nossa interlocutora considera que, para si, as relações presenciais – e com elas a empatia que se cria com as pessoas – continuam a ser insubstituíveis. A tendência será assim, no seu ponto de vista, a conjugação de ambos (o físico e o digital).

Branding e comunicação na evolução dos negócios na pós-pandemia

Se em tempos o branding e a comunicação eram pouco priorizados, atualmente é possível afirmar com toda a certeza que irão impactar na evolução e consolidação das empresas e dos seus negócios no futuro. Para isso, e segundo Susana Lopes, “é preciso criar uma estratégia muito ponderada entre aquilo que são os objetivos das marcas e as necessidades do mercado. E mais importante do que isso, têm de criar uma estratégia que se possa ir ajustando à medida que o mercado muda. Na pandemia verificamos que tudo é incerto e nada está totalmente definido e nós temos de ter a capacidade de nos readaptarmos sempre que for necessário”. Neste sentido houve uma forte reaprendizagem que, garantidamente, tornou as empresas mais bem preparadas para qualquer eventualidade.

Futuro Com Alma

Muitos são os passos a dar rumo ao brilhante futuro da Com Alma. Para já, estão a ser desenhados novos projetos que contam com uma vertente internacional em que o objetivo primordial é dar apoio a outras empesas e outros empreendedores. Que não restem dúvidas – projetos com alma não faltarão a nível nacional e internacional. No que diz respeito ao Branding Territorial, será cada vez mais aprofundado e a descoberta daquilo que é a riqueza e o potencial dos territórios. “Sem dúvida, o Branding Territorial será uma chave essencial no processo da redescoberta e do desenvolvimento dos territórios” garante Susana Lopes, deixando, por fim, um convite a todos os leitores: “Vejam as histórias que contamos no nosso site e, acima de tudo, não se deixem ficar pela parte visual – descubram a essência dos projetos dos quais damos voz e forma, até ao mais ínfimo pormenor. É aí que está a diferença”, conclui.

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Revista Pontos de Vista Edição 128

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